Vidas ajoelhadas em ardente oração

“por este motivo dobro o meu joelho diante do Pai” (Efésios 3.14)

O apóstolo Paulo escreveu à comunidade em Éfeso, composta de gentios e judeus, e, como as demais comunidades do primeiro século, vivenciou dificuldades relacionais entre si. O judaísmo entendeu, num primeiro momento, ser o cristianismo em segmento das práticas e rituais da Lei, dificultando assim, a entrada dos gentios nas comunidades nascentes.

Qual a dinâmica da oração?

1. A oração restaura a desordem anterior
Havia em dificuldade, desordem relacional; a perseguição interna (judeus) foi um dos grandes problemas na consolidação do evangelho; devido a este contexto, o apóstolo busca a Deus em oração.

2. A oração é identidade de um povo (v. 14-15)
“…dobro o meu joelho diante do pai, de quem toma o nome toda a família, tanto no céu como sobre a terra…” o contexto bíblico nos revela narrativas extraordinárias de homens, mulheres e até mesmo povos dobrados diante do Senhor.

3. A oração promove o exercício da fé (v. 17-19a)
“… e assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade e assim entender o amor de Cristo, que excede todo o conhecimento…”. O apóstolo clama em sua oração, para que os membros da comunidade de Éfeso sejam fortalecidos; tendo Cristo em seus corações e tudo por meio da fé. Ora para que, havendo unidade, entendam de fato o amor de Cristo, que excede todo o conhecimento.

4. A oração resulta em adoração (v. 20-21)
“Àquele que é poderoso de realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o seu poder que age em nós, a Ele seja a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por toda a eternidade, Amém!”.

Paulo expressa um cântico de louvor pela grandeza do Senhor; seu coração exalta ao Senhor e ao seu poder de fazer infinitamente mais do que se projeta ou suplica, e Ele opera através da sua igreja, composta de vidas transformadas, quer fossem judeus ou gentios.

• À semelhança da comunidade que se reunia em Éfeso, também temos nossas desordens e outros motivos que carecem ser colocados diante do Senhor, que pode, de fato, transformar situações; isso deve nos mover a buscá-lo.

• Nós somos o seu povo, compomos a sua família e esta identidade é o que de mais valioso representamos.

• Ao orarmos, exercitamos a fé, pois reconhecemos nossa insuficiência, pequenez, face às lutas de um mundo decaído.

• A oração trata-nos, pois desenvolvemos intimidade com o Senhor que nos ouve, e nosso íntimo tratado e rendido, O glorifica!

 

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