Sua singularidade não depende do palco

Sempre acreditei na máxima de que todos nascemos com um propósito e que só seremos plenamente felizes quando estivermos alinhados ao propósito para o qual fomos criados. Saber que não sou obra do acaso e que existe um caminho pré determinado a seguir, torna meus passos mais firmes, confiante de que, para o meu Criador, não existem imprevistos.

Diante do cenário no qual fomos criados, qual é o papel da mulher cristã? Qual a história escrita por Deus a nosso respeito? Num mundo onde a simplicidade perdeu o valor, onde pequenos gestos são irrelevantes, será que ainda existem expectativas para que as mulheres de Deus subam ao palco de suas vidas e assumam seus papéis?

Débora foi uma conselheira que discutiu e sugeriu soluções para os problemas de seu povo. Juíza e profetisa, exerceu seu ministério à sombra de uma palmeira. Ali, bem pertinho de sua casa, instruiu, ajudou e encorajou um homem a liderar seu povo diante de uma guerra. Seu ministério acontecia em um momento onde os líderes de Israel não exerciam suas funções. Uma época de apatia espiritual, caracterizada pela desobediência e rejeição a Deus.

Semelhante a Débora estamos nós, fatigadas pela desmoralização do nosso povo e pelo descaso de nossos líderes, comprometidas com a causa do Reino e imbuídas da missão de entrar em cena e cumprir o nosso papel em favor da verdade do Evangelho.

No Tabor, a juíza se prepara para uma das belas cenas de sua história. Ela não era a atriz principal, mas cumpriu seu papel com excelência. Não tinha habilidade militar e não estava à frente da batalha, porém foi forte o bastante para empunhar sua arma, a mesma arma que também foi confiada a nós, o encorajamento.

Ela encorajou Baraque a cumprir a ordenança de Deus e sair à guerra contra o exército de Jabim, rei de Canaã. Não apenas isso, ela foi até o fronte de batalha para revigorar a fé dos guerreiros do Senhor é certificar- lhes que a batalha já estava ganha.

“Ficaram desertas as aldeias de Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me como mãe em Israel” (Jz 5.7).

Estas são as palavras que a profetisa Débora usa para falar de si mesma depois de vencido o exército inimigo. Ela entendeu que não precisava abrir mão de seu papel principal, o de ser mulher, para entrar em cena. Pelo contrário, ela se levanta diante do seu povo com habilidade singular que só uma mulher tem.

Todas temos histórias pra contar. Todas sabemos fazer de momentos singelos coisas extraordinárias. Eia! Levantemo-nos todas a cumprir o nosso papel! Sua singularidade não depende do palco, seu papel é único e o diretor está contando com você.

Joyce Consoli é casada, mãe de três filhos; congrega na Igreja de Deus do Guará (DF); e atua no Ministério de Louvor e pregação da Palavra.

Comments

2 Comments
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    Rafael Consoli
    out 18, 2015 Reply

    Que Deus continue te dando entendimento e sabedoria pra falar de Sua palavra.

    Te amo meu amor

  2. Avatar
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    cintia
    nov 8, 2015 Reply

    JOYCE, que DEUS continue a te usar para glória dele e que muitas mulheres possa ser alcançadas através deste site.

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