Síndrome de abstinência de drogas

A cada dia mais, a luta contra os vícios ou uso indevido de drogas cresce no meio dos jovens e adolescentes. À medida que os conflitos interiores não são sanados, algumas pessoas pensam enganosamente que as drogas vão preencher o vazio que os conflitos deixam no interior e emocional das pessoas.

Desse modo, por descontrole emocional e desequilíbrio, o usuário é enganado e envolvido indevidamente pela droga e sofre mais, muito mais, mas com a percepção deturpada, não percebe o enorme sofrimento que será gerado com o uso compulsivo das drogas. É importante que os pais estejam atentos a alguns sinais e busquem ajuda para os filhos.

Segundo alguns dicionários, abstinência significa ação de abster, de se privar de alguma coisa. Esse ato de abster pode ser se privar de algum consumo, seja ele de comida, cigarro, drogas e outros.

O presente artigo trata da Síndrome de Abstinência de drogas. Àqueles que estão em tratamento de dependência química renunciam ao uso da substância viciante, no caso a droga. O ato de renunciar a droga pode causar sérias perturbações ao organismo dependente, desde alterações comportamentais até sensações físicas, a isso dar-se o nome de Síndrome da Abstinência.

Alguns sintomas são:

* Sofrimento mental;

* Sofrimento físico e

* Mal-estar.

Os sintomas citados acima podem ocorrer em diversos graus de acordo com o vício adquirido, ou seja, de acordo com a droga causadora da dependência, que pode ser: Álcool; Cigarro; Heroína; Crack; Cocaína; Maconha, etc.

Os sintomas podem ser cada vez mais intensos, na medida em que o tempo de abstinência fica mais longo. O usuário pode ter convulsões, hiperatividade, tremores, insônia, alucinações visuais, táteis e auditivas, descontrole psicomotor e ansiedade.

A Síndrome pode se dividir em: SAA – Síndrome de Abstinência Aguda e a SAD – Síndrome de Abstinência Demorada. A primeira pode ocorrer na ausência do composto viciante entre 3 a 10 dias do último uso, já a segunda se difere nos sintomas, que podem ser visualizados entre a sobriedade do indivíduo ocorrendo no intervalo de meses ou até anos após o uso.

Alguns sintomas provenientes da SAD são: mente confusa, problemas de coordenação motora, problema de memória, reação emocional exagerada ou apatia e distúrbio do sono ou alteração. A SAD, portanto, é a mais severa e preocupante, pois dela pode resultar danos cerebrais importantes e até mesmo recaídas.

Carmen Pires é psicóloga, psicopedagoga, consultora em Gestão de Pessoas e membro da Primeira Igreja Batista de Campo Grande (RJ).

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