Quem foi comprado não se vende!

sanguedeJesus

Texto: 1Co 6.20: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”.

Porque quem foi comprado não se vende? Motivos:

Introdução – Quem foi comprado não se vende! Já poderíamos iniciar concluindo, que alguém adquirido não pertence a si mesmo, portanto, não existiria essa possibilidade de se ofertar a outro… contudo, a Bíblia nos revela motivos, não comuns, antes grandiosos, contundentes, pelos quais quem foi comprado não se vende. Motivos:

1) O Novo Que Se Fez (o antigo estado que foi derrotado)
– O apóstolo Paulo, aqui e em outros escritos, conscientiza a igreja sobre a mudança operada pela Redenção. Em Cl 2.14 e 15:
Tendo cancelado o escrito da dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, remove-o inteiramente, encravando-o na cruz… e no 15 enfatiza o triunfo da cruz.
Ainda em Ef 21: “Ele vos deu vida estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”.

– No Egito, quando escravos, o povo recebeu do Senhor a instituição da Páscoa = do heb. “Passagem” – de escravos para libertos, livres! As casas marcadas pelo sangue do cordeiro não receberiam a morte, mas viveriam, aleluias!

– O apóstolo categoricamente afirma: Se alguém está em Cristo nova criatura é; o apóstolo João afirma que a todos quanto O receberem deu-lhes o poder de serem feitos, transformados em filho, aleluias!!!

– Aplicação – Vivamos de fato, com este novo, com a grandeza dessa nova vida.

– Jesus disse que “Não se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres… mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam” (Mt 9.17) – Odres novos têm resistência e flexibilidade.

Motivos:
2) O Imensurável preço! (Sem Regatear) – A Ira aplacada
– A Escravidão/Bíblia –
No Antigo Testamento, segundo as leis hebraicas, um devedor escravizado tinha de ser libertado depois de seis anos de servidão – O Senhor Deus, sempre atentou para o sistema de escravatura, com misericórdia. Instituiu o ano jubileu, de 50 em 50 anos, um ano especial separado por Deus, ano de libertação, restauração, fé e consagração ao Senhor. (Lv 25) – as pessoas deveriam voltar às suas possessões. O princípio maior era: Tudo pertencia ao Senhor!

– O preço de um escravo: em 2 Rs 15.20 – Um rei de Israel pagou 50 ciclos de prata por cabeça, para o Rei da Assíria.

No Novo Testamento, as principais fontes de escravidão eram: por nascimento; por abandono de crianças indesejáveis; a venda do próprio filho à escravidão e a escravidão voluntária como solução para problemas de dívidas… é neste contexto que o apóstolo Paulo, utiliza a realidade da escravidão para enfatizar o valor do escravo Homem para Cristo: “Porque fostes comprado por preço” = Sem regatear, se deu por inteiro, aleluias!!!

O Preço = 1 Pd 1.18: “Porquanto, estais cientes de que não foi mediante valores perecíveis como a prata e o ouro que fostes resgatados do vosso modo de vida vazio e sem sentido…mas fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo…

1 Co. 7.23 = “Fostes comprados pelo mais elevado preço; não vos torneis escravos de homens!”
O Direito de Redenção = “…fostes comprados…” – Seria inimaginável, em um mercado de escravo, um Senhor comprar um dos escravos e o mesmo sair andando para viver a sua vida e até mesmo supor que poderia dispor de si mesmo para viver com autonomia ou colocar-se à venda para outro senhor ou senhores… é máxima de Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores”.

Isto nos leva ao próximo ponto:

3) A Possessão Eterna!
1 Co.6.19 = “Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não pertenceis a vós mesmos”?
“Não pertenceis a vós mesmos!!!” – Isso é de uma grandiosidade extraordinária.

Essa verdade contraria algumas posições contemporânea relacionadas ao Evangelho, tais como:
a) Pessoas afirmarem serem de Cristo e ao mesmo tempo, sentirem-se com “direito” a tirarem suas vidas; se temos um senhor sobre nós, como pensarmos que podemos decidir sobre o tempo de vida?
b) Pessoas em Cristo, agirem como se pudessem determinar sobre as suas vidas e as de outros: “Eu determino isso, aquilo…”
c) Pessoas em Cristo, decidindo sobre sua utilização no Reino, sem a devida submissão ao Espírito que capacita, separa, unge.
d) Pessoas em Cristo murmuradoras, sem a devida confiança em seu Senhor e Mestre.
e) Pessoas se dizendo em Cristo e dividindo sua adoração e devoção às coisas deste mundo.
f) Pessoas que dizendo-se em Cristo, inseguras quanto ao seu destino eterno; pensando que a segurança da salvação está em suas mãos….
g) Pessoas se dizendo em Cristo com espírito de desobediência, amantes de si mesmos, mais amigos dos homens do que do seu Senhor.
“Não sois de vós mesmos!!!”

Esta verdade contudo, autentica o imensurável valor da Possessão eterna:
a) Nossa aliança é eterna! Aleluias!
b) Jesus garante que não há nada que nos separe dEle: “os que o Pai me deu são meus e ninguém, arrebatará das minhas Mãos’
c) Nenhuma pressão interna ou externa nos separa do amor de Cristo: “nem tribulação, ansiedade, perseguição, fome, nudez, perigo, espada… nem morte, nem vida, nem anjos, demônios, nem o presente, nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em cristo Jesus, nosso Senhor!
d) Na visão do João, na ilha de Patmos, ele recebe de forma gloriosa a revelação dos quatro seres viventes e dos vinte e quatro anciãos: “…e eles cantavam um cântico novo: “Tu é digno de tomar o livro e de abrir seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação”.

Sim, quem já foi comprado não se vende, mas vive à serviço do Senhor da sua vida, com obediência contínua, numa aliança eterna!

Lídia Lopes é pastora, bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, com convalidação na Escola Superior de Teologia (RS). Professora de Hermenêutica e Visão Panorâmica do AT e NT no Seminário Teológico do Oeste e Palestrante.

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