Quando é preciso dizer “NÃO” aos filhos

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A cada dia que passa, os filhos tentam dominar e manipular seus pais. Surgem desejos por parte dos filhos, de todos os lados.

No meu tempo de criança, a desobediência era rara e o respeito aos pais era total. Era só um “olhar” e não precisava palavra, para nos corrigirmos.

Hoje, perdeu-se a compreensão da comunicação “não verbal”. Pelo contrário, para que os filhos, comecem a obedecer, antes é preciso muito estresse e gritarias por parte dos pais.

É preciso dizer “não”, amados pais! Quando existe desobediência, quando ocorre os excessos nos comportamentos. É preciso dizer “não” para estancar um desequilíbrio, para buscar um ajuste e equilíbrio entre o que “pode” e o que “não pode”; para fazer nossos filhos compreenderem a hierarquia (com respeito), entre pais e filhos. É preciso dizer “não” antes dos conflitos iniciarem e chegar ao ponto da desunião familiar.

A falta de medo e respeito por parte das crianças, adolescentes e jovens, dá lugar à “falta de limites” e “indisciplina”. É a era do “eu posso tudo…”. E quando não conseguem o que querem, vêm a birra e a rebeldia. E assim os pais perdem o controle!

A palavra “não” foi tirada da educação.

Não estou dizendo que é fácil educar filhos, afinal não recebemos na maternidade nenhum manual de como educá-los. Mas é preciso pensar o seguinte: se não colocarmos um “basta” nos seus excessos, no que nossos filhos podem se transformar futuramente?

A dificuldade em impor limites, de não permitir que os filhos façam tudo que querem, está crescendo nas famílias.

Como diz (e com muita propriedade), a filósofa e educadora, Tânia Zagury – “Use o sim sempre que possível e o não sempre quando necessário”. Me faz pensar no equilíbrio entre o limite e a liberdade.

Hoje, devido à lei que proíbe a agressão física, confunde os pais e eles acabam não corrigindo os filhos. Mas o famoso “tapinha no bumbum”, deve ser mantido, mas sempre acompanhado de diálogo, dentro da linguagem de compreensão da idade da criança. Outro método educacional e funcional, é a “punição de um minuto por ano de idade da criança”, por exemplo 5 anos = 5 minutos. Onde a criança fica sentada em um local da casa, pensando sobre o que fez. Papai e mamãe, podem experimentar que funciona!

Quero chamar a atenção também para as influências do mundo, na vida de nossos filhos – meios de comunicação, eletrônicos, jogos, internet – principalmente a TV, que têm distorcido os valores éticos e morais, já transmitidos às nossas crianças, adolescentes e jovens. Pais digam não a esses males, programando melhor os canais de TV, evitando que as mensagens negativas e amaldiçoadas, cheguem até suas casas, como : traição, abuso de autoridade, incredulidade, maldades, desobediência aos pais, homossexualidade, sexualidade desmedida, uso de drogas e etc…

Digam “não” à curiosidade dos filhos e criem novos hábitos saudáveis e abençoados, como conversar em volta de uma mesa, com a família; culto doméstico, brincadeiras.

Queridos pais, podem dizer “não” aos seus filhos. Não tenham medo. Nossas crianças, precisam aprender a lidar com um pouco de frustração.

Carmen Pires é psicóloga, psicopedagoga, consultora em Gestão de Pessoas e membro da Primeira Igreja Batista de Campo Grande (RJ).

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