O renovo da tristeza

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“… sua vida foi uma vida de sofrimento… não foi uma simples dor física como tal…, mas dor acompanhada de angústia de alma… ele agonizou no jardim, onde a sua alma esteve “profundamente triste até a morte”. (BERKHOF, Louis)

De uma forma geral, não encontramos satisfação na tristeza! Ao contrário, somos cobertos pelo desânimo, pesar; como se as nuvens escuras fossem infindáveis e a realidade solar não mais existisse…, contudo, há sim a possibilidade de nela, alcançarmos objetivos, mudanças, verdadeiro renovo para nossa vida.

O Senhor Jesus, o Deus encarnado, face à Sua morte, experimentou o ápice da tristeza. Apesar da singularidade da sua missão, podemos com Ele, buscarmos sentidos maiores para nossa tristeza interior:

  • Não representa um fim em si mesma – Jo 10.18.
  • Podemos dividi-la com os mais próximos – Mt 26.38
  • Nos move a buscar o Consolo do alto –Mt 26.39; Lc 22.43
  • Evidencia nossa submissão e obediência – Mt 26.42

Torna-se imprescindível identificarmos a tristeza; não a ignorarmos nem dela fugirmos; quando não a encaramos de frente, certamente dificultamos nossa cura interior. Assim como os bons sentimentos, promove aprendizagem a partir de reflexões profundas…

Sim, à semelhança de Cristo humano, podemos ser renovados em meio às tristezas da nossa alma, na esperança de que o Consolo do Alto, bem presente, nos renovará!

Lídia Lopes é pastora, bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, com convalidação na Escola Superior de Teologia (RS). Professora de Hermenêutica e Visão Panorâmica do AT e NT no Seminário Teológico do Oeste e Palestrante.

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