O equilíbrio das emoções! (Parte 3)

O que o trânsito congestionado, políticos desonestos, computadores quebrados e sujeira de cachorro na rua têm em comum? Acertou: nos irritamos com tudo isso. Ficamos bastante incomodados sempre que não conseguimos atingir um objetivo, satisfazer um desejo ou quando nossa autoestima é atacada.

A irritação é uma reação hostil a determinado estímulo. Ainda que o primeiro impulso dure apenas poucos segundos, o estado pode perdurar por mais tempo e ser reavivado a qualquer momento.

Por raiva, entendemos uma emoção mais densa, explosiva, em que a irritação desencadeia reação imediata, e a energia represada descarrega-se no chamado acesso de raiva.

Quando raiva e irritação se voltam para determinado alvo por um período de tempo maior, falamos em ódio. Irritação e raiva são emoções bastante intensas, associadas a fortes reações corporais.

Universo cultural à parte, todos os seres humanos têm “posturas básicas” geneticamente determinadas frente à irritação e à raiva.

Os gestos e a postura do corpo emitem outros sinais de nossa irritação – o punho cerrado, por exemplo, ou um tensionamento visível da musculatura. O tom da voz também se altera e ela pode passar a soar estridente ou abafada.

Se um indivíduo demonstra irritação, os outros podem se manter a uma maior distância, até que a irritação “desapareça”, o que diminui a possibilidade e a ocorrência de agressão ou conflito. A irritação tem uma função de advertência e proteção.

Enfim, se nos permitimos conhecer nossas reações, também saberemos como lidar com as reações dos outros!

Carmen Pires é psicóloga, psicopedagoga, consultora em Gestão de Pessoas e membro da Primeira Igreja Batista de Campo Grande (RJ).

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