O admirável caminho do navio em alto mar (Parte 3)

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“Há três caminhos misteriosos demais para minha compreensão,  quatro que não consigo entender… o caminho do navio em alto mar”. (Pv 30.18-19b)

Mais uma vez, o sábio expressa sua admiração diante de caminhos difíceis de serem traçados;  agora se volta para o caminho no navio no mar. Semelhante ao vôo admirável da águia e do deslize de uma serpente na rocha, o navio também não deixa rastros nas águas do mar.

No salmos 104.5 o salmista declara: “Eis o mar, vasto e profundo…”  Em sua grandeza apresenta-nos como temeroso e desafiador… Poderíamos facilmente entender e concordar, que o lugar mais seguro para uma embarcação é no ancoradouro,  contudo,  ele não foi construído para lá permanecer.  Assim somos nós,  face ao mar da vida, com suas intempéries e desafiadoras ondas, nossas lutas diárias por vezes desgasta-nos as forças,  almejamos por vezes, ancorar, permanecer em “terra firme”; contudo, não fomos criados para a estagnação,  antes para desafios.  Sim, maravilhoso o caminho do navio no mar, pois:

  • O construtor elabora a embarcação prevendo necessidade de resistência; o Senhor nos formou assim, firmes, resistentes.
  • Não há tempestades incessantes; ainda que, em alguns momentos, pareçam que as situações difíceis sejam duradouras, elas também têm seu tempo determinado.
  • As águas do mar não estão estagnadas; elas fluem, se renovam. Que assim se cumpra em nossas vidas, com ânimo, com fé nAquele que é Senhor tanto da embarcação quanto do mar.

Amém!

Lídia Lopes é pastora, bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, com convalidação na Escola Superior de Teologia (RS). Professora de Hermenêutica e Visão Panorâmica do AT e NT no Seminário Teológico do Oeste e Palestrante.

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