Mulher curada do câncer produz ‘almofadas’ para aliviar a dor de outras pacientes

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À primeira vista, uma almofada em formato de coração não passa de um item decorativo. Mas para mulheres que lutam contra o câncer de mama, a peça promove conforto e alívio durante o tratamento.

Enquanto estava no tratamento de câncer, Ana Lúcia Tavares, de 48 anos, recebeu uma dessas almofadas e comprovou sua eficácia em promover drenagem linfática, descanso e conforto na área afetada pela doença.

O projeto surgiu nos Estados Unidos pela especialista em câncer de mama, Janet Kramer Mai, que desenvolveu uma almofada com enchimento de fibra poliéster que se encaixa perfeitamente na anatomia do braço.

“Quando eu recebi a almofada eu não entendia, mas hoje eu creio que Deus me deu esse coração porque sabia que eu não deixaria isso passar em branco no meu tratamento”, contou Ana.

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De fato, Ana não deixou esse item passar em branco. Com o apoio da pastora Raqueline, líder da Igreja Bola de Neve no bairro São Miguel, na zona leste de São Paulo, ela iniciou o projeto Amigas do Peito, que pretende levar as almofadas e o Evangelho para pacientes com câncer.

“Estamos usando as almofadas como ferramentas para alcançar vidas, falando do amor de Deus. Para a honra e glória do Senhor, pessoas estão sendo impactadas pelo projeto e outras igrejas já estão caminhando nesse mesmo propósito”, comenta Ana.

Todas as terças-feiras, um grupo de mulheres, liderado pela pastora Raqueline, se reúne para orar e produzir as almofadas. “Compramos o tecido, a espuma e começamos a fazer as almofadas. Elas estão sendo distribuídas para mulheres com câncer de mama que tenham algum desconforto no pré ou pós-operatório”, explica.

Além de produzir as almofadas, o grupo realiza visitas em hospitais, instituições e também palestras realizadas em prol do Outubro Rosa. O projeto Amigas do Peito já está sendo expandido para outras igrejas Bola de Neve e até mesmo para congregações em Fortaleza, no Ceará.

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Para a pastora Raqueline, a ação tem sido reflexo do principal mandamento bíblico — amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. “Eu imagino a necessidade se tivesse nessa situação e o que eu gostaria que fizessem. Anunciar Jesus, acolher, dar carinho, orar e crer na cura é o nosso maior objetivo”, disse Raqueline. “Temos visto o resultado em cada coração, quando vemos um sorriso aberto. Isso não tem preço”.

Ana descobriu o câncer quando estava realizando um autoexame com o simples gesto de apalpar os próprios seios. Ela enfrentou um tratamento intenso dentro de 1 ano e 8 meses, onde passou por 24 sessões de quimioterapia, 25 de radioterapia e uma cirurgia de 12 horas.

Ela enfrentou problemas respiratórios pós cirúrgicos e teve os movimentos dos braços afetados. No entanto, ela permaneceu com uma fé inabalável que a levou a experimentar a cura. “Alimentei a fé e o medo morreu junto com o câncer. Hoje estou ajudando no projeto e me recuperando fisicamente — faço atividades físicas, corro, faço pilates e caminhada. Fui até para o Canadá fazer intercâmbio de inglês”, celebra.

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Fonte: Guia-me

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