Márcia Cristina Laureano: “como a mulher do fluxo de sangue”

Márcia Cristina Laureano Rodrigues compara sua história com a da mulher do fluxo de sangue que, durante doze anos, gastou todos os recursos e possibilidades, mas só encontrou a cura em Jesus. E quando acompanhamos a história da Márcia, é muito fácil encontrar semelhanças com a história relatada na Bíblia.

Há nove anos, grávida da terceira filha, no oitavo mês de gravidez, Márcia começou a passar muito mal, até descobrir que tinha uma grave infecção. Na ocasião, ela foi orientada pela médica a ficar de repouso absoluto, pois corria o risco de abortar o bebê.

Um coquetel de medicamentos também foi necessário para que ela conseguisse levar a gestação até o final. Mas mesmo com todos os cuidados, na hora do nascimento, ela não tinha dilatação e a médica optou por fazer uma cesariana. “Naquele momento, foi descoberto dentro do meu útero vários miomas, e a doutora me disse que não sabia como era possível um útero cheio de miomas gerar uma vida”.

Para que Márcia não tivesse problemas mais graves, a equipe médica decidiu fazer uma laqueadura de trompas. Um ano depois, Márcia deveria retornar para fazer uma histerectomia.

No entanto, algumas circunstâncias contrárias, fizeram com que os planos fossem mudados. Após seis meses, o esposo Ronalt perdeu o emprego e Márcia acabou ficando sem o plano de saúde e teve que interromper todo o tratamento. Na ocasião, ela recomeçou o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde ficou um ano à espera de uma consulta, quatro meses para conseguir fazer uma ultrassonografia, e mais dois meses para conseguir levar o laudo para o médico.

Ela conta que precisava de muitos outros exames, mas com três crianças, sendo uma ainda bebê, as coisas não eram nada fáceis. “O tempo foi passando, meu marido conseguiu outro emprego, mas dessa vez, sem plano de saúde. As coisas foram acontecendo. Por falta de tratamento adequado, eu ficava muito tempo menstruada e por isso eu não podia cumprir minha obrigações como mulher”.

Enfrentando também a depressão

exame2Após quatro anos, Márcia teve sua primeira hemorragia. Ela conta que foi ao posto de saúde, onde foi encaminhada para um ginecologista. Acreditando que, a partir de então, pudesse retomar o tratamento sem interrupções, ela foi para a primeira consulta. “No dia da tão esperada consulta, o médico faltou, e faltou nas outras sete consultas, e por fim, foi mandado embora. Nada ia para frente no meu tratamento, nem consultas, nem exames… Eu já não tinha nem esperança da tão sonhada cirurgia…”.

Com toda aquela situação, sem respostas, ela esqueceu totalmente da saúde física e entrou num quadro de depressão. “Me entreguei totalmente à doença. Meu estado piorou, as hemorragias eram constantes, meus cabelos começaram a cair, eu sentia muitas dores, tonturas, fraqueza extrema, a pele muito amarelada e dificuldade para enxergar. Fui ao posto verificar a pressão e constatou-se que eu agora também era hipertensa”.

Nessa época, já havia passado sete anos da descoberta da doença. Ela conta que a barriga começou a crescer como se estivesse grávida. “Minhas roupas já não fechavam na cintura. A vergonha do meu corpo era muito grande. As pessoas me perguntavam se eu estava grávida, e eu não tinha resposta, pois eu não queria dizer a verdade. Então, passei a sair menos de casa. Já não comprava roupas e praticamente não ia mais aos cultos da igreja. Nesse período, meu marido perdeu mais uma vez o emprego”.

Na ocasião, eles decidiram retornar para o antigo bairro onde moravam na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Sem emprego, o marido começou a colocar currículos pela Internet. Um dia, foi chamado por uma empresa para fazer uma entrevista. Sem resposta da empresa, duas semanas depois, ele decidiu ligar para saber se tinha sido aprovado para o quadro de funcionários. Ele então foi informado de que o quadro já estava completo.

Márcia conta que isso aconteceu numa segunda-feira, exatamente no dia em que aconteceria o ensaio geral do Coral Êxodus, da Assembleia de Deus em Cosmos, do qual eles fizeram parte durante muitos anos. O ensaio era para a realização de um evento para reunir todos os ex-componentes do Coral. “Mesmo muito triste e sentindo muitas dores, eu, meu esposo e minhas três filhas decidimos ir para o ensaio”.

Em um dos momentos do ensaio, o Coral começou a entoar o hino “Dias de Elias, da cantora Lauriete. “Lembro que enquanto cantávamos ‘Ele vem, brilhando como sol’, eu senti na hora que meu sofrimento começava a ter fim. Dois dias depois, na quarta feira, a mesma empresa, que disse não ter mais vaga para o meu esposo, nos ligou de volta, chamando-o para fazer a ficha, pois um dos selecionados não se adaptou ao serviço e pediu para sair. Nesse emprego, havia o plano de saúde que eu tanto precisava”.

A providência de Deusexamemarcia

Márcia retomou o tratamento, mas agora descobriu que também era diabética. “Meus hormônios estavam todos descontrolados. Mais uma vez, a médica espantada, queria saber como eu ainda estava viva. Para dar continuidade ao processo para operar, precisava que minha pressão e diabetes estivessem controladas. Neste momento, passou um filme na minha cabeça e eu não poderia enfrentar tudo aquilo de novo”.

Depois de ouvir as orientações da médica, Márcia chegou em casa, dobrou os joelhos, junto com o esposo, e “implorou pela cura”. “Foi aí, que Deus entrou na minha causa, quando tudo parecia perdido pra mim; quando eu já estava muito doente, meu mioma era praticamente do tamanho de uma bola de futebol; quando o mioma já havia praticamente esmagado minha bexiga e intestino; quando por muito tempo, ele praticamente colou nos órgãos vizinhos; quando eu já não tinha mais controle da urina e não conseguia defecar mais sem auxilio de laxantes; quando eu quase não tinha cabelo na cabeça; quando minha diabetes, pressão e colesterol estavam altíssimos; minha hemoglobina glicada encontrava-se em 9.5, anemia profunda; foi quando eu já não conseguia mais ficar de pé, de tanta fraqueza, o meu Deus me ordenou trocar de médica e começar o tratamento com outra”.

Quando a outra médica viu os exames, decidiu realizar a cirurgia, pois o caso da Márcia era muito grave. “Ela me deu para assinar o termo de responsabilidade, pois meu caso era muito grave e eu corria risco de morte. Só lembro dela me dizendo que ‘tudo vai dar certo’. Isso, foi no dia 26 de janeiro deste ano (2016).

marcia7No dia 22 de março, Márcia entrou na sala de cirurgia. “Foram três horas e meia de cirurgia. Perdi muito sangue, a equipe médica ficou exausta, pois eu não parava de sangrar e eles já não sabiam mais o que fazer. Pela grande  misericórdia de Deus, e grande capacidade dos médicos, eu não entrei em coma e não precisei de transfusão de sangue. Após o sucesso da cirurgia, eu ainda fiquei em observação ligada aos aparelhos por mais de uma hora, até que finalmente o efeito da anestesia foi passando eu acordei”.

Ao acordar da anestesia, Márcia levou as mãos até a barriga e constatou que não tinha mais o grande tumor. Quando colocamos os nossos problemas não mãos de Deus, Ele entra na nossa causa e nos dá a vitória. Hoje, aqui na minha casa, digo que sou uma mulher feliz e me sentindo linda, pois Jesus me curou!”

Márcia, o esposo Ronalt, e as filhas, Mayara, Maryana e Marya Clara, são da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Fonte dos Milagres.

Por Sandra Freitas

Comments

3 Comments
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    SAMUEL
    jun 5, 2018 Reply

    Somente o DEUS altíssimo ,pode fazer maravilhas em nossas vidas,. Assim como fez na vida da minha “IRMÔ

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    Leisimara Felício Desiderati
    jun 5, 2018 Reply

    Que tem fé em Deus acima de tudo,nada deve temer.

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    Edna Solange do Nascimento
    set 25, 2019 Reply

    DEUS é assim: sempre nos surpreende. Quando achamos que é o fim, a bênção chega. Aleluia!!!!

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