Jayane Santana: jovem conta como foi ver de perto a realidade do Camboja

Você deve ter ouvido a canção Jeito de Amar, de Cassiane e Jairinho, lançada no ano 2000. A filha do casal, que canta junto e participa do clipe, na ocasião tinha apenas dois anos. Hoje, Jayane Santana tem 19 anos e em janeiro viajou para o Camboja, na Ásia, para fazer trabalho missionário, e conta todos os detalhes dessa experiência.

Jayane terminou o ensino médio no ano passado. Foi nesse período que ela sentiu o desejo de fazer algo antes de começar a faculdade de psicologia. Com dúvidas, ela conversou com a conselheira de sua escola, que falou sobre o trabalho do Jovens Com Uma Missão, o JOCUM. O movimento trabalha na mobilização de jovens de todas as nações para a obra missionária.

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Decidida, Jayane foi para uma escola de treinamento e discipulado no Havaí chamada Fire and Fragrance (Fogo e Fragrância). Por três meses ela dividiu o quarto com 17 meninas e cursou a parte teórica do curso, voltada para a área do louvor e da música.

“O dia era bem cheio. A aula era de 8h às 13h, depois íamos almoçar, tínhamos duas horas na sala de oração, de lá eu seguia para o trabalho na cozinha e terminava o dia na noite de louvor. Era muito bom e eu sentia que precisava disso”, conta, animada.

Antes de viajar, Jayane precisou convencer Cassiane e Jairinho. De cara, não foi tão fácil assim. Ela nunca tinha passado tanto tempo longe de casa e Cassiane ficou preocupada, pois não via a filha muito pró-ativa em casa. Mas com oração tudo foi resolvido e ela recebeu a bênção dos pais.

“Meu pai me apoiou e achou interessante por causa do meu desejo de cursar psicologia. Já a minha mãe ficou com muito receio porque eu era muito dependente. Eu expliquei que era justamente isso, eu tinha que depender só de Deus. Meu pai amoleceu o coração dela, explicou que eu era de Deus e ela me lançou como uma flecha”, conta.

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No Camboja, onde Jayane cursou a prática do trabalho missionário, ela viu muita tristeza. Praticamente 70% da população têm menos de 30 anos por causa do Khmer Rouge, o regime comunista que na década de 70 causou a morte de 1,7 milhão de pessoas por fome, excesso de trabalho, doenças, tortura e execuções.

“Era muita pobreza. A população é muito jovem e os pais não querem os filhos, que acabam sendo maltratados. Eu ia nos vilarejos e os pais ofereciam as crianças. Tudo isso marcou muito o meu coração. É muito impactante. Hoje eu sou grata pelo que tenho”, relata.

Ao contar tudo o que viu, Jayane mostra o quanto amadureceu. Questionada sobre o que mais mudou em sua vida após a experiência, ela explica que foi a percepção do que é servir.

“A minha intencionalidade mudou. Nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, então a partir do momento que eu começo a servir, eu sinto a sensação de missão cumprida. Hoje eu entendo o que diz Mateus 20:28 (tal como Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos)”, afirma.

Há dois meses no Brasil, Jayane faz planos de começar a faculdade no próximo ano e em dois anos viajar para outro trabalho missionário. Enquanto isso, ela entende que é possível fazer o bem mesmo perto de casa.

“Eu não preciso estar no Camboja, eu posso servir na igreja, no trabalho ou na faculdade. Dar um bom dia com um sorriso pode mudar o momento de uma pessoa que está à beira de desmoronar. Isso é servir”, finaliza.

Fonte: Pleno.News

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