Jael: uma mulher de coragem!

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“Bendita seja sobre as mulheres Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja sobre as mulheres que vivem em tendas.” Jz. 5:24

Gosto de histórias de sucesso! Heróis que não possuem superpoderes, mas que nos surpreendem com ações inusitadas recheadas de ousadia e força, que transformam situações comuns em um marco histórico, seja para além de suas fronteiras ou dentro de suas quatro paredes.

Jael é esse tipo de pessoa, que transformou o conforto de sua casa em uma arena nada comum, e derrotou o inimigo de Israel, povo do Senhor. Não são as habilidades desta mulher que mais me encantam, de forma alguma, afinal, ela usou nada mais nada menos que seus instrumentos de trabalho. Sua família era nômade, vivia em tendas, logo, martelo e estacas eram instrumentos comuns do seu dia a dia.

Talvez você nunca tenha ouvido falar desta mulher, no entanto, o breve relato de sua vida nas Sagradas Escrituras (Jz. 4:17-24) nos é suficiente para considerá-la admirável e destemida. A guerra que o povo de Israel vivia não a atingia em nada, nem por isso Jael foi omissa. Quando usou sua hospitalidade para abrigar Sísera, comandante do exército dos cananeus, fez com maestria, mas não se afastou do seu propósito. Uma coberta e um copo de leite foram sua estratégia, um martelo e uma estaca foram suas armas, mas a fidelidade de seu coração era o que a diferenciava.

Habilidade estratégica, inteligência aplicada e uma boa dose de firmeza emocional provavelmente entraram em ação. Uma mulher mata um guerreiro. Mas ainda não é o suficiente para fazer de Jael a ditosa mulher de quem discorremos aqui. O que a diferencia é sua disponibilidade em agir e não se acomodar na paz que sua posição social lhe oferecia. É o que naturalmente fazemos, mesmo sem perceber.

Tempos de bonança têm nos feito perder o foco e baixar nossas armas espirituais. Quem nunca o fez? John Bevere escreveu que “as pessoas não caem em épocas de secura espiritual, elas caem enquanto estão experimentando grande abundância”. Tempos de paz podem nos fazer esquecer da comunhão, e da busca por uma vida piedosa que agrade ao Senhor. A quietude da vida pode nos tornar insubordinados, omissos, acomodados e independentes.

Jael colocou seu nome na história por ter honrado a Deus, tornou-se bem-aventurada por ter investido contra o inimigo de Israel, ainda que estivesse desfrutando de tranquilidade e calmaria. Nenhuma aliança de paz pode exceder nosso compromisso com o Mestre. Que tempos de fartura concebam coração grato e não caráter omisso.

Joyce Consoli é casada, mãe de três filhos; congrega na Igreja Batista Shalom em Brasília; e atua no Ministério de Louvor e pregação da Palavra.