Fitados o olhar em Jesus, caminhamos.

Quem nunca se viu navegando no mar das incertezas, onde os ventos do medo tentam fazer naufragar a pequena embarcação da nossa fé? Lançados de um lado ao outro, somos forçados a encontrar terra firme que aporte a âncora de nossa autoconfiança. É neste momento, que num vislumbre, enxergamos a figura de um homem que caminha pelas águas. Naturalmente, tomados de certa consciência, nos sobrevêm o espanto. Um fantasma! Exclamamos em direção ao socorro.

A narrativa deste evento relatado nos evangelhos poderia facilmente ser a descrição de nossas vidas. Ventos contrários, bem como os dias ruins fazem parte da nossa biografia, é pura e simplesmente a vida acontecendo. E de tempos em tempos negligenciamos a resposta por não vir nos moldes que planejamos. Óbvio demais. Comum demais. Estranho demais. Você precisa enxergar para além da escuridão da noite!

Assim como Pedro, num ímpeto de ousadia e intrepidez, precisamos sair do barco em direção ao mar. Os caminhos que nos conduzem ao socorro das mãos do Mestre muitas vezes são incomuns. Um pé após o outro, seguimos para além de nossas forças ao abandonar a aparente proteção da embarcação rumo ao percurso não traçado no mar. É assim também na vida! Quando nos damos conta que, o mesmo Jesus que foi ao encontro dos seus discípulos na noite sombria e turbulenta, se apresenta para nós quando os ventos tentam nos fazer sucumbir. Ventos contrários servem pra revelar propósitos e confirmar destinos.

Fitados o olhar em Jesus, caminhamos. Contudo, se dermos conta das nossas debilidades corremos o risco de parar. Se olharmos a pressão das águas a nossa volta, afundamos. Mas se pedirmos por socorro, novamente a mão do Mestre se estende, nos levanta, e nos faz andar sem medo.

Foi assim com Pedro. É assim conosco. Não enxergue como fantasmas o que Deus colocou como providência. Tenha ousadia de sair da segurança aparente para desfrutar o extraordinário. Jesus nos convida a uma jornada com Ele.

Quero te encorajar a declarar estas verdades:

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.) Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.” Salmos 46.1-5

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