Enxaqueca: uma doença que atinge 30 milhões de brasileiros

Dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, revelam que a enxaqueca é a décima doença mais incapacitante, atingindo 15 % da população mundial. Aqui no Brasil, segundo o ministério da saúde, a enxaqueca atinge mais as mulheres do que os homens.

“Ocorre principalmente pelas alterações hormonais que as mulheres estão sujeitas durante o ciclo menstrual.”, ressalta o doutor André Mansano, especialista no combate a dor.

Quem sofre de enxaqueca sabe que a dor é muito forte. E essa dor pode durar até 72 horas e nem sempre os remédios ajudam a controlar os sintomas. A enxaqueca é mais comum em pessoas com idade entre 25 e 45 anos. As causas exatas são desconhecidas, embora se saiba que elas estão relacionadas com alterações do cérebro e possuem, até mesmo, influência genética.

“Existem fatores desencadeantes da enxaqueca como o estresse e a ansiedade. Jejum prolongado, falta de sono e sedentarismo também podem contribuir para desencadear a enxaqueca. Assim como, a ingestão de alguns alimentos específicos como vinho e chocolate.”, explica o especialista.

A principal diferença entre a dor de cabeça e a enxaqueca está na duração dos sintomas. Mas existem outras diferenças:

“Usualmente a enxaqueca se concentra de um lado só da cabeça, embora possa ocorrer dos dois lados. Ela está associada a fotofobia, o incômodo gerado pela luz e a fonofobia provocada pelo barulho. Pode-se graduar a enxaqueca de acordo com a intensidade, numa escala que vai de 0 a 10, onde 0 é a ausência de dor e 10 a maior dor que o paciente possa suportar. Acima de 7 já é uma dor muito intensa.

“Também podemos classificar de acordo com o número de dias que o paciente sofre com os sintomas. Abaixo de 15 dias por mês seria uma enxaqueca episódica. Acima de 15 dias por mais de 3 meses já seria uma enxaqueca crônica. Chegando ao absurdo do paciente ter enxaqueca todos os dias, onde se caracteriza como uma cefaleia crônica diária.”, explica o doutor André.

Existem mais de 150 tipos de cefaleia, a enxaqueca é uma delas. Diante disso, a primeira atitude buscar um diagnóstico correto da dor.

“Com o diagnóstico confirmado em enxaqueca, o paciente deve evitar os fatores desencadeantes. Alimentar-se de 3 em 3 horas, ter qualidade no sono, evitar estresse e ansiedade, não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas. Estas são atitudes disciplinadoras que previnem a enxaqueca.”, conclui o doutor André.

Fonte: Guia-me

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