Descansemos nEle, sim!

Olhai para as aves do céu…” Mt 6.26

O imperativo (convite?) é feito num contexto de orientação sobre diversos assuntos relacionados ao cotidiano, entre eles, a ansiedade.

A ansiedade é latente e manifesta, definida como angústia, aflição, grande inquietude e característica do Homem deste tempo.

As incertezas da vida, inseguranças das necessidades básicas serem supridas, tais como comer, beber ou vestir, as fragilidades nos relacionamentos, a espera por algum resultado de exames médicos, são fatores que geram grande inquietude no interior humano.

Jesus, já no seu contexto, trata da ansiedade e vê na simplicidade das aves do céu, exemplo da provisão de Deus Pai, que as alimenta diariamente.

A ânsia se concretiza a partir da realidade de não se ter controle de todas as coisas, da impotência face à diversas situações; quando o esforço, o trabalho e a vigilância não são suficientes para conceder a segurança almejada.

Como conseguir equilibrar a ansiedade em um contexto de tantas incertezas? O salmista enfatiza que “Os olhos do Senhor estão sobre todos os que esperam na Sua misericórdia” (Salmos 33.18). E mais: “Eu sou pobre e necessitado, contudo o Senhor cuida de mim” (Salmos 40.17). E “lança o teu cuidado sobre o Senhor , e Ele te susterá“. (Salmos 55.22)

Descansemos nEle, sim. Olhemos para as aves do céu, livres, belas e receptoras do zelo do Criador… quanto mais nós, alvos do Seu eterno Amor?

Em Cristo,

Lídia Lopes é pastora, bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, com convalidação na Escola Superior de Teologia (RS). Professora de Hermenêutica e Visão Panorâmica do AT e NT no Seminário Teológico do Oeste e Palestrante.

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