Dallila Teles Lobo: “Que a Minimiz resplandeça Jesus”!

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Graduada em Designer de Moda e Pós- Graduada em Visual Merchandising, Dallila Teles Lobo decidiu usar seu conhecimento para vestir e evangelizar mulheres.  Com apenas 24 anos, ela é a criadora da Minimiz, uma grife de moda com roupas voltadas para o minimalismo, onde o principal conceito é de que “o menos é mais”.

Membro da Igreja Batista Shalom, em Brasília, ela atua no Ministério de Louvor como tecladista e faz parte da diretoria da Juventude Shalom. Filha de um locutor publicitário, Glênio Silva Lobo; e de uma bancária, Dinamir Teles da Silva, ela tem dois irmãos e está noiva.

Em entrevista concedida à jornalista Sandra Freitas, editora do Espaço da Mulher Cristã, Dallila fala sobre a proposta da Minimiz, projetos para o futuro, e de como ela usa o talento e a profissão para ajudar homens e mulheres que estejam enfrentando algum tipo de dificuldade a conhecerem Jesus. Confira!

Como surgiu o seu interesse pela moda?
Desde a adolescência, eu me amarrava em ver programas voltados para moda, criação, consultoria de imagem. Comecei a criar desenhos e então decidi fazer a faculdade de Designer de Moda.

Você chegou a trabalhar na área antes de criar a marca Minimiz?
Sim. Trabalhava em backstage de desfiles, ajudando em composição de looks, maquiagem. Trabalhei na Cantão e por último na Pop Up Store.

dallila7O que significa e no que consiste a Minimiz?
Minimiz significa minimalismo em grego. A Minimiz consiste em ajudar pessoas a dominar o mundo da moda minimizando o que as intoxica. Consiste no menos é mais; e isso vai além do produto minimalista, vai na forma de encarar a vida.

Como surgiu a idéia de criar uma marca de moda voltada para o minimalismo?
No início, foi pelo meu gosto pessoal. Eu sempre gostei de peças minimalistas, de decoração minimalista e nada melhor do que criar aquilo que se gosta. Mas depois, fui além do produto minimalista, entendendo que a essência do minimalismo estava em minimizar aquilo que te faz mal, excessos, acúmulos de feridas, tristezas, mágoas…

dallila6Você tem alguma referência de alguma marca estrangeira?
Eu amo como algumas grifes trabalham e acabo entendendo o valor dos seus produtos, mas como referência para Minimiz, não tenho nenhuma marca em específico; até porque a Minimiz está muito mais ligada a Jesus do que à moda propriamente dita. As criações vão dentro do meu gosto, misturado com o gosto do meu público; e aí, tudo se encaixa. Uma marca que eu gosto bastante é a Zara, mas não chego a ter ela como referência específica para as criações. Acho que as essências de várias marcas acabam me impulsionando a não desistir daquilo que eu acredito.

Como se dá o processo de criação das peças? De onde vem a inspiração?
Tem todo um processo de criação e um estudo. Normalmente, na criação de uma marca, você faz um painel de inspirações que você deseja para aquela coleção e vai extraindo cores, shapes, estampas para aquela coleção (rs). É meio complicado explicar na teoria, teríamos aqui uma aula kk. Mas, nessas duas últimas coleções, me inspirei muito na liberdade das pessoas se conhecerem e se amarem, algo bem abstrato. A próxima coleção, que se chama CORAGEM, me inspirei muito na força, na persistência das pessoas para avançar; e aí, a gente vai pesquisando sobre algo mais concreto que se revista desse tema tão abstrato. O foco principal é o ser humano, acho que precisamos valorizar mais o outro e impulsioná-lo sempre. Creio que Deus sempre me dá os nomes assim, do nada mesmo (rs).

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A parte de produção e confecção também são de sua responsabilidade ou você conta com alguma parceria?
São de minha responsabilidade, mas não sou eu quem costuro e produzo; tenho confecção que faz isso pra mim. E para peças exclusivas, tenho uma costureira específica. Mas acho que para a próxima coleção, já quero estar costurando as próprias peças, acho que exala mais amor (rsrs).

Em que momento você percebeu que deveria usar sua profissão para o evangelismo e para levar pessoas a conhecerem Jesus?
Uma vez, fui a um culto e o pregador disse que qualquer profissão poderia ajudar o Reino e isso ficou na minha cabeça por uns dois anos. Porém, eu não sabia como minha profissão, que parecia algo tão fútil, poderia levar pessoas a conhecer Jesus. Foi no momento que fiz uma consultoria e depois fui a uma consagração na igreja… na consagração, eu entendi de Deus para eu não cobrar mais na consultoria um valor específico porque tinham pessoas acabadas emocionalmente por conta da sua imagem, e aí eu entendi a essência. Com a marca, eu implantei a consultoria, e hoje nas sacolas e nas caixas da Minimiz, está escrito John 3:16… as camisetas feitas, também tem sempre algo pra dizer ali. Aaah e os vídeos das coleções eu sempre quero passar algo mais profundo, fora do padrão de moda. Eu creio que além disso eu posso passar o testemunho da minha vida. Eu sempre encaixo de alguma forma a marca em relação ao evangelismo e quero a cada dia mais fortalecer este processo. Creio que Deus pode tocar vidas simplesmente por vestir aquela peça, afinal ele é Deus .

dallila10Você disse que seu trabalho é voltado para ajudar mulheres que precisam se aceitar. Como essas mulheres chegam até você?
Mulheres e homens também. Às vezes, eu chego até elas. Mas a maioria delas chega por conhecimento de outros; a igreja é ótima para isso. Já dei um workshop na igreja onde congrego e sempre faço questão de falar que não cobro um valor específico. A marca também é uma grande ajuda, porque enquanto elas compram, eu estou ali ajudando-as a não comprar simplesmente por comprar; e aí batemos um papo e começamos o processo.

Ao longo desse período, você tem algum testemunho que poderia compartilhar com nossas leitoras?
Bom, minha saída da Pop Up é um grande testemunho. Eu trabalhava para a marca como consultora de imagem voltado para vendas e eu me amarrava, tinha um estilo que eu curtia muito, era um trabalho prazeroso, as pessoas que eu trabalhava eram maravilhosas e eu não tinha voltado com a Minimiz, só dava consultoria de imagem por fora. E um dia, Deus usou uma moça pra falar que eu tinha que sair da Pop Up porque eu não tinha que ficar ali na caverna, que eu tinha algo mais. Eu cri naquilo, e imediatamente eu saí, e minha mãe me deu a ideia de voltar com a Minimiz. O mais engraçado é que eu falava muito de Jesus para as pessoas ali dentro, e eu agradecia a Deus por aqueles momentos, sentia que eu estava cumprindo uma missão . Algum tempo depois que eu voltei com a Minimiz, três pessoas cristãs que trabalhavam ali também saíram e logo a marca fechou as portas em Brasília e em vários outros lugares. A dona da marca que eu admirava já não era mais a dona; a nossa chefe era cristã e também saiu, e logo veio uma pessoa nada boa para chefiar a Pop Up. E hoje eu percebo o quanto Deus esteve comigo.

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Como você concilia suas atividades diárias com o desenvolvimento da marca e as atividades na igreja?
Bom, meus horários com a marca são bem flexíveis, então eu tento sempre adaptar os horários da marca em relação à igreja.

Onde você deseja chegar através da Minimiz?
Eu creio que o meu desejo é chegar ao topo da moda, onde pessoas estão cegas para a vida em si. Eu quero muito alcançar vidas que deixaram esse mundo que é tão sujo torná-las podre, quero mostrar pra elas quem Jesus é. Vocês que não estão nos bastidores, não têm noção do quão nojento é o fundo do mundo da moda…  mas eu quero estar lá para resgatar pessoas perdidas nas suas emoções.

Você tem algum projeto de expansão da marca?
Bem, nosso próximo passo é criar o site e colocar a marca num bom ponto comercial. Também queremos realizar workshops, palestras para as pessoas se sentirem mais próximas de nós do lado de cá.

dallila12O que você diria para jovens mulheres que desejam empreender?
Persistam! Tenham coragem para enfrentar qualquer desafio. Não é fácil mesmo, mas não é fácil aos nossos olhos, aos olhos de Deus é simples. Um dia de cada vez.

Quem é a Dallila hoje?
A Dallila hoje é alguém que aprendeu a se amar, que deixou a baixa autoestima de lado, que entendeu que os joelhos dobrados são a resposta para qualquer indagação e o enfrentamento de qualquer medo. A Dallila de hoje é uma pessoa que se valoriza. Eu passei por um relacionamento abusivo por quase quatro anos e eu acho que o que eu passei me transformou em alguém que se ama mais e que quer mostrar para as outras mulheres quão amadas  elas são.

O que a Dallila almeja para o futuro?
Que a Minimiz resplandeça Jesus!

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Fotos: Arquivo pessoal

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