Cristã sobrevive a sequestro terrorista e relata: “Fortaleceu a minha fé”

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Um pai e seu filho foram mortos em uma pequena aldeia de Tuku, em Tudun Wada, no estado de Kano (Nigéria), no dia 15 de agosto. Exatamente neste dia três mulheres e um bebê foram sequestrados. Após 40 dias de terror, elas finalmente foram libertadas após o pagamento do resgate.

Elas contaram para a Organização Portas Abertas sobre como sobreviveram ao cativeiro e como foi o retorno para o vilarejo, que consiste apenas de poucas casas e duas igrejas. Lá, a maioria dos moradores são agricultores cristãos que cultivam grãos. Uma das mulheres é Sofia, que tem 54 anos, sendo a mais velha das mulheres sequestradas.

“Meu marido tinha ido a uma reunião na casa do pastor. Por volta das 20h, eu ouvi um barulho do lado de fora, e quando saí para ver o que estava acontecendo, vi um grupo de fulanis no meu terreno. Eu fechei a porta rapidamente e pensei: ‘estamos acabados’”. Foi nesse momento que os extremistas arrombaram sua porta a fizeram pegar um cobertor e segui-los.

Os homens deixaram com as crianças um número de telefone para que o pai pudesse telefonar e negociar a libertação. “Depois eu encontrei o resto da gangue com as outras duas mulheres e o bebê. Nós andamos por dois dias na floresta, sem comida nem água, sem saber para onde eles estavam nos levando”, disse Sofia.

Quando o marido tomou conta do que havia acontecido, tratou de negociar o resgate. De início foi pedido 3 milhões de nairas (aproximadamente 27 mil reais). Uma semana depois eles acertaram o valor em um milhão de nairas (9 mil reais) por vítima. “Meu marido e a família das outras mulheres saíram pegando dinheiro emprestado de todos os lados, mas ainda não haviam conseguido o montante”, relatou Sofia.

“Eles tiveram que vender parte de suas terras e da safra e, no dia 24 de agosto, levaram o valor acordado para um lugar de encontro e nós fomos libertas”, conta.

Mãe e filha

Outra sequestrada foi Yaha, de apenas 20 anos. Ela foi levada com sua bebê de oito meses, que ainda está traumatizada. Ela contou ao Portas Abertas que Sofia sempre encorajava as mulheres mais jovens a se apegar a Deus. “Essa experiência fortaleceu minha fé, pois Deus foi fiel às suas promessas. Apesar de ficar com fome por mais de uma semana, eu ainda tinha leite para amamentar minha filhinha”, disse ela.

“Mesmo dormindo na floresta, com tantas picadas de insetos, meu bebê e eu sobrevivemos e estamos bem. Eu agradeço a Deus por ter nos preservado e, apesar de termos vendido tudo o que tínhamos para pagar o resgate, creio que o Senhor abrirá uma porta para nós”, disse Yaha esperançosa.

Ambas agradecem aos cristãos de todo o mundo que oraram. “Deus realmente ouviu suas orações. Agora estamos livres e em casa com a nossa família. Muito obrigada”, salienta Sofia. As testemunhas oculares afirmam que as mortes e os sequestros foram realizados por fulanis muçulmanos. Esse grupo tem atacado comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria.

Especialistas dizem que as motivações religiosas não podem ser ignoradas. Os ataques são parte de um esforço concentrado para islamizar os cristãos e expulsar aqueles dessa região estratégica que se recusam.

Fonte: Guia-me /com informações do Portas Abertas

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