Conheça alternativas para substituir o absorvente

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Os absorventes descartáveis internos e externos fazem parte da vida de toda mulher, mas muitas estão buscando novos métodos para lidar com o fluxo menstrual de forma menos agressiva ao meio ambiente.

Segundo um levantamento realizado pela Fleurity, uma mulher com ciclo menstrual de quatro dias gasta, em média, 24 pacotes de absorventes em um ano. Em 40 anos, são usados 960 embalagens, o que equivale a quase 8 mil absorventes (cerca de 192 quilos de absorventes por mulher). Além de serem mais ecológicos, os métodos alternativos são mais econômicos (em dez anos, você gasta quase R$ 1.500 reais com os acessórios descartáveis enquanto os reutilizáveis custam, no mesmo período, a partir de R$ 20,50, no caso do absorvente de tecido).

Como cada método possui vantagens e desvantagens, o indicado é experimentar o que se adapta melhor ao seu corpo, estilo de vida e intensidade do ciclo. “A única recomendação é que mulheres com dispositivo intrauterino (DIU) tomem cuidado na hora de remover o coletor ou a esponja menstrual para que não ocorra o deslocamento do DIU e o comprometendo de sua função contraceptiva”, recomenda Luciana Deister, ginecologista integrativa da clínica Patricia Davidson Haiat. Esse cuidado também deve ser observado no uso dos absorventes internos tradicionais.

Confira abaixo as quatro opções que estão se tornando cada dia mais populares por aqui:

1. Calcinha absorvente

Reutilizável, confortável e com alta capacidade de absorção, a calcinha absorvente é feita com tecido tecnológico antimicrobiano que bloqueia odores indesejáveis e tem apenas 1/3 da espessura do absorvente comum. Mesmo assim, ela retém o equivalente a dois absorventes externos, em média.

No Brasil, a Pantys é a marca pioneira nesse nicho e oferece quatro modelos (o valor varia entre R$ 75 e R$ 95) resistentes a todos os tipos de fluxos – use-a o dia inteiro quando ele está leve e por até oito horas em dias de menstruação intensa. A peça dura até dois anos e pode ser lavada à mão ou na máquina.

2. Coletor menstrual

O copinho de silicone tem textura maleável, pigmentação natural e geralmente possui dois tamanhos: um para mulheres acima de 30 anos que já tiveram filhos e outro para mulheres abaixo dessa idade e que não têm filhos. O uso do acessório é recomendado para todos os níveis de fluxo e, como ele dura até 10 anos, é uma opção econômica (custa entre R$ 49 e R$ 89).

Cuidados necessários: retire o coletor a cada seis horas e higienize-o com água e sabão neutro toda vez que for esvaziado. Para mantê-lo bem conservado, ferva o copinho ao final de cada ciclo menstrual.

Usuária do coletor menstrual há anos, a ativista ambiental e idealizadora do movimento Menos 1 Lixo, Fe Cortez, acredita que “além de ser financeiramente vantajoso, o coletor é mais seguro (não possui aditivos prejudiciais à pele) e higiênico (elimina o odor da menstruação, pois o sangue armazenado nele não entra em contato com o ar e não oxida)”.

3. Absorvente de pano

Podendo durar até dez anos, os absorventes de panos Korui (valores entre R$ 20,50 a R$ 112) são feitos de tecidos inteligentes que atuam como absorventes impermeáveis, respiráveis, com alta absorção e toque extremamente macio. O ajuste por botões deixa o acessório perfeitamente encaixado na calcinha, o que proporciona conforto e evita vazamentos. Na hora da higienização, a praticidade também reina: é só lavar como você faria com sua calcinha de tecido normal.

4. Esponja menstrual

Apesar de não ser reutilizável (ele deve ser descartado após seis horas de uso), esse absorvente interno feito de material maleável é uma boa alternativa para os convencionais: ele tem absorção superior, é livre de compostos químicos e pode ser utilizado durante a relação sexual. Por ser introduzida bem fundo no canal vaginal, a retirada da esponja (Esponja Menstrual Soft Tampons, R$ 6,60) é mais complicada do que os demais métodos, mas basta encaixar o dedo no orifício que fica no centro do acessório para puxá-lo.

Fonte: Boa Forma

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