Como reorganizar a rotina de idosos que moram sozinhos

Morar sozinho não pode ser sinônimo de solidão. É preciso ensinar o idoso a reorganizar sua rotina de modo a adotar práticas que lhe façam bem. É o que aponta a presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG-SP), Mariela Besse.

Frente à nova realidade populacional é preciso se preparar para o perfil demográfico de um idoso longevo, acima de 80 anos de idade, e que possivelmente venha a viver sozinho. A expectativa é de que o idoso venha envelhecer com qualidade de vida e saúde, o que possibilitará que ele viva/conviva bem com doenças crônicas comuns – ligadas ou não ao fator “idade”.

Hoje o que se observa é o próprio indivíduo idoso buscando alternativas para sobreviver sozinho, analisa Mariela. Antes as famílias eram maiores, com mais filhos etc. Hoje, observa-se que as famílias estão mais enxutas. Há também a morte do companheiro, que leva à viuvez. “Muitos longevos por isso acabam assim morando sozinhos. Entretanto alguns deles precisam de cuidados. Sempre se cobrou a responsabilidade da família, depois da comunidade. O fato é que é preciso haver um suporte social que ajude neste cuidar. Hoje é uma questão de política pública haver locais para os idosos viverem”.

De acordo com a pesquisadora da Unifesp e membro da SBGG, Naira Dutra Lemos, não há hoje instituições suficientes capacitadas para atender idosos dependentes de cuidados.

Dicas para cuidar do idoso que mora sozinho:

– Idoso que mora em condomínio: alguém do condomínio responsável de ter telefone, que possa acionar alguém da família em momento de urgência. Normalmente, o porteiro ou síndico assumem este papel.  Alguém que seja da confiança da família.

– Organização de documentos importantes para emergências – reunir dados como RG, lista de medicamentos que faz uso, se tem alguma doença crônica, como hipertensão e/ou diabetes, entre outros/ tipo de sangue / se tem alergias etc. A ideia é reunir tudo em uma pasta para eventualidades.

– Lista atualizada de contatos importantes a serem acionados em caso de emergência

– Ter recursos que possibilitem emitir um pedido de ajuda, como instalar uma campainha no banheiro – para emitir um som e pedir ajuda – ou mesmo colocar um interfone no banheiro.

Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

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